(...) Eu o desconheço. És uma sombra vacante. Um vulto alienável, sobretudo por que o desconheço. Qual o teu nome? Não importa! Mas não o desprezo, não sabes quem sou. Por essas linhas pode haver comigo: um campo de batalha perdido. Sim um campo no qual me perco e cuja batalha foste tu quem travou ao fazeres por chamar a atenção dela. Ela não tem culpa. Somente tu: segunda pessoa num singular hostil. Tu és meu ódio, meu oposto?! És um homem e só te manterás assim enquanto manter a teu lado a graça dos olhos que ora ou outra ignoras. Faça-a feliz para que eu possa tentá-lo...
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
descompasso
Descompassado que estou
Sinto um cansaço e vou
Para o outro lado quase que sem querer
Pior é ter que admitir que aquele lado nasce aqui...
Dias parecem perdidos, mas não mais que eu em alguns momentos
Ora fumaça, ora desgraça que grassa com o rachar do sol.
Sinto um cansaço e vou
Para o outro lado quase que sem querer
Pior é ter que admitir que aquele lado nasce aqui...
Dias parecem perdidos, mas não mais que eu em alguns momentos
Ora fumaça, ora desgraça que grassa com o rachar do sol.

A luz que se acende é a mesma que apaga meu sono. Uma luz por dia... Quem poderia dizer? Talvez você se não fosse também parte de mim!
Talvez assado talvez assim cozido ao molho pardo da sua pele
Dissolvido em seus beijos
Embebido em desejo: incorrido em suas mãos.
Sonho meu que nem durmo mais...
Rainha da noite: agripnia
Sou vosso súdito revel ao silêncio que provereis
Sigo em descompasso...
Ao passo que não há paço no reino da dor.
domingo, 14 de setembro de 2008
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