sábado, 30 de agosto de 2008

Sobre bocas e moscas

Vire o verso e, veja!
A mosca que assentou aqui.

(...)Percevejo?!

Percebo mesmo avoado
Rio, ainda que acuado.

O copo que captura a mosca
É o mesmo que se põe à boca
Sim. É coisa tosca, mas me inquieta saber.
Antes não soubesse
Talvez sem sabor nem sentisse...

(...)Saber é sabor demorado

Mas diga-me quem é esse seu namorado?
Que deixa murchos esses seus lábios

Leia o que lhe escrevo!
Sinta-me e veja em seus dedos
O doce amargo em não me ter...
Se não há sabor, como saber?

Insistir é o nome do meu verbo de nascimento
Conjugue-me como quiser.

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