Vire o verso e, veja!
A mosca que assentou aqui.
(...)Percevejo?!
Percebo mesmo avoado
Rio, ainda que acuado.
O copo que captura a mosca
É o mesmo que se põe à boca
Sim. É coisa tosca, mas me inquieta saber.
Antes não soubesse
Talvez sem sabor nem sentisse...
(...)Saber é sabor demorado
Mas diga-me quem é esse seu namorado?
Que deixa murchos esses seus lábios
Leia o que lhe escrevo!
Sinta-me e veja em seus dedos
O doce amargo em não me ter...
Se não há sabor, como saber?
Insistir é o nome do meu verbo de nascimento
Conjugue-me como quiser.
sábado, 30 de agosto de 2008
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